quinta-feira, 4 de junho de 2009

Constancia

Constancia. Escrevo cartas à Constancia, mas depois desisto e escrevo curtos e-mail, com mensagens curtas para não complicar. Escrevo “oi”, “como vai?”, “muitas saudades”. Entra as notas de saudação e de despedida, falo sobre os dias. De nada adianta enviar cartas, sempre terminam desatualizadas. Eu falo ao telefone. Estou sempre ansiosa. A única certeza que tenho sobre mim é que sou imediatista. Pena que nada, absolutamente nada, é de imediato. Toda a força de um evento se forma antes, muito antes, e enfim chega ao seu ápice. Acontece. Como se fosse uma surpresa. Mas não é que nos surpreendemos? Espantoso.

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